Oliveiras, Azeite e Denominação de Origem Geográfica

Ontem em Maria da Fé – MG houve uma assembléia extraordinária para dar andamento ao projeto de estabelecimento de um Selo de Denominação de Origem Geográfica para os azeites produzidos por associados da ASSOOLIVE. Coisa básica ainda do tipo Estatuto, Regras para uso do selo, etc. Básica mas não menos importante.

Vale ressaltar:

1.) Tem gente no Brasil que pensa sério e grande. Gente do setor privado e do setor público. Pelos comentários ouvidos deu para perceber por outro lado, que estas pessoas do setor público que pensam na frente tem tantas dificuldades quanto os do setor privado para se relacionar com os demais entes da estrutura estatal burocrática.

2.) Dependemos, muito e quase sempre, para conseguir levar adiante uma idéia como essa do engajamento direto de pessoas lotadas em cargos públicos, especialmente para financiar as idéias porque no Brasil não existe a cultura do financiamento do risco por parte do setor financeiro privado.

3.) O Associativismo no Brasil é muito difícil. Falta prática na cultura para pensar o todo e coletivo em detrimento do individual sim, mas falta jogo de cintura, especialmente e como sempre dos técnicos, para incorporar esforços ao invés de enxotar interessados.

4.) Corremos o sério risco de repetir aqui no Brasil o que os eiropeus fizeram com os tais selos. Antes de serem entendidos como uma garantia de qualidade para melhorar a relação com o consumidor, ampliar o consumo do produto e diferenciar os bons produtos dos ruins e fraudados é visto, na maioria das vezes, apenas como atalho para justificar maiores preços e maiores lucros. A europa está pagando caro por este erro e parece que nós não estamos percebendo.

Resumindo saí da reunião contente por ver iniciatvas deste tipo mas preocupado pela demora que ocorrerá para o processo chegar ao fim e pelo risco de grandes perdas de associados pela intransigência de algums poucos, ainda que do ponto de vista técnico e lógico possam até estar com a razão.

Tomara que as coisas deem certo, mesmo que eu pessoalmente não vá me benefiar simplesmente porque não estou localizado na Serra da Mantiqueira.

Riesling combina com…

Sempre gostei dos vinhos da uva Riesling, fossem alemães ou da Alsácia, região que já foi francesa, já foi alemã e hoje é francesa novamente. Até os nacionais da Serra gaucha  são agradáveis embora muito mais simples é claro.

Resolvemos experimentar e fizemos: Macarrão caseiro ao molho da Umbria (caldo de carne com pancetta, ervilhas frescas, tomates picados em cubinhos e hortelã), Posta de Meca na chapa e Mousse de beterraba. Tudo tinha sabor presente e marcante. A briga era boa e deu muito certo.

O vinho que tomamos, da Alsácia com 12% de teor alcoólico nos deu o frescor de um sauvignon blanc com mais fruta, ou seja, menos mineral, mais frutado e cítrico. Ao final apareceu um pouco de limão bravo, cheiroso e saboroso. A acidez estava no ponto e valeu muito a pena.

Confite de Porco Caipira e Pães

Ontem saboreamos “confite de porco caipira”, mais precisamente o mignon suino.

A carne foi cozida na própria gordura e guardada por cerca de um mês. Ao invés de guardar em lata guardamos num pote de vidro, fora da geladeira é claro.

O resultado foi excelente. Macio, saboroso, uma carne com personalidade! Aproveitamos para fazer as batatas (plantadas por nós) fritas na própria banha e uma linda salada de nossa horta. Tudo isso acompanhado por um “Barbera safra 2000″.

Ainda ontem amassamos 3 tipos de pão. Um Italiano com maior proporção de fermento para ficar mais leve, um integral da mesma forma e outra tentativa de rosca doce com variação na proporção de fermento para o todo da massa. Desta vez deu certo. Hoje cedo às 6:00hs. pusemos para assar o italiano e depois foram os demais. Ficaram deliciosos e aprovados. Eu pessoalmente prefiro o italiano mais massudo e menos leve.