É só proibir que resolve?

Amigos, estamos nos atolando nesta onda de proibições em troca da educação. Assim não dá!

Pais deixaram de educar e passaram a bola para as escolas, avós, tias e tiazinhas (as das escolinhas). Tudo justificado pela necessidade de trabalhar e … afinal de contas, ter um pouco de tempo para si mesmo. Ninguém é de ferro né?

Governantes corruptos, incompetentes e interessados apenas no seu próprio futuro fogem dos problemas (pelo menos tentam) proibindo. Sempre em favor de “proteger” os bons ou os humildes ou aqueles que sofrem pelos erros dos outros.

E assim não se podemos mais decidir onde fumar, onde beber, onde dirigir com mais velocidade, enfim nada. Se não podemos decidir não precisamos estar preparados, correto? É isso mesmo.

Esta onda é sustentada por idiotas, infelizes que preferem se esconder dos problemas a enfrentá-los. Menos ainda querem enfrentar os problemas com a ferramenta mais difícil que é a educação, o conhecimento, a negociação, a discussão de idéias, enfim a capacidade de evoluirmos através da única qualidade que temos e que outros animais não tem.

A capacidade de pensar!

Viagem do Pedro

Tenho visto os “posts” do Pedro e da Denise sobre a viagem deles. Pelo que leio fico cada vez mais convencido da riqueza cultural que existe além mar (no sentido inverso do qual esta expressão foi criada). Falta conferir no local o quanto e como esta riqueza influi no comportamento coletivo das pessoas e nos valores morais que elas trazem consigo no dia a dia.

De tanto ver fotos já estou achando os lugares familiares.

Quando eu puder ir para lá pretendo incluir na minha rota Vincchiaturo na região de Molise, a terra de minha mãe. Tenho muita curiosidade de acompanhar o dia a dia das pessoas comuns tanto lá como em Foligno. É como se eu precisasse desta experiência para entender profundamente de onde venho. Este sentimento, que para muitas pessoas não existe, em mim é forte. Quer dizer, claro que minhas raizes genéticas e comportamentais são fáceis de serem entendidas vendo e analisando o comportamento dos genitores mas além disso acho que vivenciando o lugar onde eles viveram quando crianças e jovens poderei absorver uma outra dimensão do que eles de fato foram e com isso conceituar de forma diversa da atual o que destas características e de que forma se impregnou na minha personalidade irreversivelmente.

É um sonho muito intrigante e será realizado, mas terá que ser na hora certa. Não adianta apressar.

BA 25 anos – Precisamos nos encontrar

Praticamente chegamos ao meio do ano e isso quer dizer que completarei 25 anos de formado. Talvez a BA não tenha sido a escola mais importante na minha vida mas é a que me deixou “amigos para sempre”.

Pessoas com quem convivo quase semanalmente e outros que vejo de vez em quando mas com as quais a relação é forte porque estivemos juntos e convivemos intensamente no momento em que definimos nossas vidas.

A Ana tem me cutucado e eu confesso que por causa do desânimo pessoal não tenho dado seqüência ao assunto mas hoje à noite na casa dela vou acertar como nos reuniremos e tocar para frente.

É impossível esquecer dos 4 primeiros anos nas Escolas Agrupadas de
Cidade Patriarca (municipal).

De lá lembro do Sr. Ariosto (2o. ano) e
do Danielle (menino que tinha que carregar um nome que aqui é de
menina), das gravatas indicando o ano em que estávamos, do hasteamento
da bandeira e claro do troféu de 1o. aluno da classe e 2o. aluno de
todas as séries. A formatura foi no Cine São Geraldo na Vila Matilde e
eu usei um terno de gabardine cor di vinho.

Depois o exame de
adminissão, quando Vitor (Elvis), que nem me conhecia, pediu cola
(claro que eu não dei) e a vaga no Ginásio Estadual Prof. Augusto
Baillot.

Como esquecer dos amigos. Ari que infelizmente morreu em ’73 com seus cadernos lindos e orgamizados,
Paolo, Vitor (Ah1 os cafés da tarde na casa dele com Ovomaltine, bolos e quetais), Juquinha, Edélcio, Malatesta (sempre criando encrenca) que vim a encontrar no SENAI
em ’83, Silvia (alta, morena e bonita), as aulas de Educação Física com futebol antes e depois no campo da igreja e os professores Abilio
(geografia e que me mostrou a revista Veja e o Jornal da Tarde), Mário(desenho), Irineu (matemática), do professor de
francês (infelizmente me esqueci o nome, era ex-seminarista,
humanista e com grande cultura e sabedoria) e das professoras de
biologia, quimica e física. Não posso deixar de mencionar a Prof. Eufrasênia de português, de alguma forma alterada, meio louca mesmo mas que me fez aprender como ninguém nossa língua.

Passada esta fase, novo exame, agora o “vestibulinho” para o Liceu de Artes e Ofícios, que fiz com o Vitor e o Paolo e onde conheci o Reinaldo Mariano, o Carlos Lobgatti, o Marcelo Oka, o Célio e os professores Almeida (desenho e projeto de arquiteura), Nicola (topografia), Eunice (história), Bluma (quimica), Nelson Utida (Geometria Descritiva) e o principal deles o Franco (desenho de estrutura) que além de virar meu chefe na Duratex e me levar para trabalhar com a Maria Franco no escritório deles para participar do concurso da Terrafoto me deu, durante o tempo que convivemos, ao menos uma aula de bom senso por dia, sempre calmo e repleto de sabedoria. Nao fosse ele eu talvez não seria arquiteto pois ele me convenceu a fazer o vestibular para estudar a noite na BA. Para me contratar na Duratex teve que se responsabilizar pessoalmente pois eu não era maior de idade. Nunca esquecerei!

Ai sim veio a BA onde além da Ana, da Geli e do Reinaldo, Enrique, Nicolau e Rogério Amorim (meu grupo) conheci: Cláudio, Fatima, Kyioko, Celso, Runaldo, Samuel, Pedro, Fernando, Cida, Yopanan, Mel, Bergamim, Caron, Puntoni e tantas outras pessoas legais e importantes na minha vida. Tem gente que só vejo nos encontros mas é como se tivessemos nos visto ontem. Muto legal!