Crise

Muito tenho ouvido nestes dias sobre a crise econômica. Econômica? Ou seria Politica? Na minha opinião é sim econômica, na medida em que as incertezas começaram ou apareceram com a inadimplência de um setor muito importante nos últimos anos que foi o da construção civil americana. Mas crises econômicas são na verdade momentos de realinhamentos e redirecionamentos pois na verdade, exceto na hipótese de se queimar riquezas (guerras, catástrofes naturais e coisas assim) o que ocorre são alterações na forma de se aplicar o dinheiro. Aí é que entra a politica, porque decidir onde aplicar o dinheiro sem saber o que ou até mesmo quem estará no comando dos governos não é tarefa fácil.

Além disso se tem um setor que pratica o ditado da canja de galinha é o setor financista que nunca, em hipótese alguma entra em barca furada ou que pode vir a furar. Na dúvida guardam o dinheiro e esperam melhores momentos para decidir. Enquanto esperam aproveitam a bagunça para aproveitar as “oportunidades” que surgem porque sempre há os mais descuidados que são pegos de calças curtas nestas crises.

Acho que a crise econômica vai levar uns 2 anos para se resolver por completo, o que significa termos um novo modelo de desenvolvimento mundial ou que a maioria do mundo ocidental aceite como válido para regular os investimentos cada vez mais globais e concentrados. Porém tenho convicção que daqui a uns 30 dias teremos os mares mais calmos, o tempo mais desanuviado porque fatores complicadores de ordem política estarão resolvidos. Falo especificamente da eleição americana que diferentemente das democracias européias é presidencialista. Uns 10 dias após a eleição de 3a. feira (4/11), no máximo, saberemos quem foi eleito. Após a confirmação o eleito começara a dizer a verdade sobre suas intenções e propostas práticas para corrigir os rumos e se nada de excepcional acontecer os responsáveis pelas torneiras do dinheiro mundial poderão começar a analisar as alternativas e iniciar a irrigação dos mercados. Lógico que nada acontecerá de imediato mas o que importa são os sinais. Com a pressa que os mercados tem hoje ao menor sinal negativo as bolsas despencam assim como ao menor sinal positivo sobem e se entusiasmam que dá até gosto.

Se a crise fosse na Europa apenas seria diferente porque o sistema parlamentarista exige discussão imediata de propostas e compromissos objetivos para definir os eleitos. Os times são escalados antes da partida.

Aqui no Brasil, bem aqui temos que esperar um pouco mais. Antes de tudo dependemos do resto do  mundo, não totalmente mas dependemos. Depois nossas eleições são daqui a 2 anos porém já começaram e se a crise se instalar aqui a oposição não vai e não deve aliviar porque será uma chance de ouro de mostrar os equívocos praticados até aqui.

Vamos depender fundamentalmente da iniciativa privada porque o governo não terá dinheiro para investimentos já que gasta muito com a folha de pagamentos e se a receita cair dançou.

Percebi ontem que é a primeira crise de uma grande parte da população economicamente ativa, os mais novos. Que bom! Vão aprender um pouco aquilo que não aprendemos nas escolas mas na vida prática e dura.

Para nós que vivemos nossas vidas quase inteiras numa situação de crise contínua e com PIB negativo acho que será mais tranqüilo. Continuo acreditando na minha receita básica: Trabalhar, ganhar, economizar sem deixar de gastar e ficar alerta porque oportunidades existem para todos e em qualquer nível de padrão econômico.

Rali Eldorado / Consolação

Estou cada vez andando menos de carro e mais a pé e usando o transporte coletivo, principalmente METRÔ. Hoje além de carregar o bilhete único usei ônibus. Foi na volta da reunião em Pinheiros. Peguei o ônibus da linha “Lgo. da Pólvora” via Av. Paulista para descer próximo da estação Consolação do Metrô. O tal ônibus sobe a Euzébio Matoso e a Rebouças pelo corredor (feito pela Marta) central. É um autêntico rali. A pista não é em linha reta, muito pelo contrário, para otimizar a largura da via e viabilizar as paradas as pistas vão se desenvolvendo de trechos retos em trechos retos com curvas em “S”. Com a fineza e delicadeza dos condutores atuais é radical!

A maneira que ele cruzou do meio da Rebouças para a lateral direita e entrou na Paulista fechando 38 motoqueiros, 3 carros (um Ká teve que se encolher) e até um outro ônibus foi para arrebentar!

Descobri mais uma razão para andar de transporte coletivo. Dá para fazer rali sem ter que manter um Of Road, sem ter que pagar IPVA caro e seguro nas estrelas. Só não podem mandar embora estes condutores radicais e querer contratar motoristas profissionais. Aí vai ficar sem graça nenhuma.

Quero ver o Hamilton dividindo freada com um desses. Com o Hikonen e com o Massa é fácil!

Arraial D’Ajuda – Fim das férias

Os dias melhoraram mesmo depois da quarta feira, 01/10/08. E aí a rotina foi levantar, tomar café na pousada (que era muito bom, até porque era um serviço exclusivo já que somente nós estávamos lá), sair para ir até a praia (meia hora até o Mucugê ou 1 hora até Pitinga), ficar na barraca (preferimos a TRIBOA), um dia só na base de caipirinha e petiscos, outro dia comendo uma moqueca, passar a tarde na pousada (em geral lendo) e sair a noite para Arraial para comer algo e passear.

Levei o livro “Seis mil anos de pão” com 578 páginas e lí até a página 301 (mais que a metade) o que significa que cheguei nos anos 1500 (ou seja lí quase 5500 anos de pão).

Com o tempo ruim pensei até em voltar antes mas não ia dar porque perderia a passagem comprada com pontos e teria que comprar outra com dinheiro.

Agora só falta o trecho entre Niterói e Caravelas na Bahia para conhecer todo o litoral acima do Rio de Janeiro. Daqui prá frente viajaremos de carro que é uma viagem que me agrada mais. Antes acho que vamos variar com lugares diferentes, talvez Itatiaia, Mauá e outras áreas das montanhas que fazem a divisa entre SP, RJ e MG, Mato Grosso e também o litoral sul, especialmente de SC e RS.

Valeu pelo descanço, pelas pessoas legais que conhecemos e pelo lugar que é legal e me agrada, diferentemente dos demais locais do nordeste que me cansam muito rápido.

Gostamos do restaurante “Bárbara Bela”, do bar, restaurante e disco “Girassol”, do restaurante “Nativa” que é simples mas com bons pratos individuais e para resolver qualquer situação o “Portinha” que tem lá em Arraial, em Trancoso e em porto Seguro. É um restaurante por quilo (lá se diz “a quilo) com muita variedade que permite cada um comer como quiser. Dá até para ser vegetariano porque a mesa de comida fria é bem variada.

Na praia no trecho entre a balsa e o Arraial o Bar “Stela Mari” que fica na pousada “Canto d’ Alvorada” também de suiços é bem grande e bom, apenas um pouco caro.