Um almoço de domingo

Vou dar uma de To-Mi (Tô mi achando).

Hoje tivemos um verdadeiro almoço de domingo. Quero dizer tudo tinha cara de um almoço diferente. A comida simples mas magnifica: Salada de alfaçe com tomates secos, acompanhada de queijo de cabra e de gorgonzola, o prato principal foi macarrão com molho de tomate ao vôngoli e de sobremesa uma taça de morangos com bolhacha maizena moida e iogurte(aprendemos com a Nigela). Acompanhando tudo isto um vinho Sul Africano chamado Stellenzitcht, tinto, 1999 surpreendente, que foi comprado na Worldwine, por indicação do Flávio, com desconto de 60% no começo do ano.

Além disso deu tempo para curtir, conversar sobre a comida, sobre coisas do dia-a-dia, enfim tivemos calma. Isto é que é um almoço de domingo. Lembrei do Cadú que esta semana me questionou como posso abrir uma garrafa de vinho e não terminá-la no mesmo evento. Pois hoje para não terminar a garrafa, e estávamos só eu e a Téia, guardei antes de terminar o almoço porque se não depois deste almoço íamos acabar dormindo os dois.

Guardamos não por pão-durismo não. É que queremos que os outros possam conhecer este maravilhoso vinho também.

De resto continuamos nossa limpeza geral de documentos guardados inutilmente para ver se diminui a necessidade de espaço em prateleiras e armários. Decidi que vou completar a mobília mas não quero sair fazendo armários a torto e direito pois se não limitar racionalmente o que se guarda, nunca temos espaço suficiente.

Falando em torto e direito, li hoje a entrevista do presidente (meu não). É muito ruim. O cara não tem capacidade de articular uma resposta, sai sempre pela tangente e em nenhum momento aceita ter que assumir posição em relação a fatos ocorridos. Diferentemente de quando diz que “nas próximas eleições vai influir pois é um cara de opinião e não vai deixar de ter sua escolha”. E ainda continua dizendo que a economia está bem por causa das mudanças que eles fizeram, e que na verdade eles mudaram toda a economia macro do Pais. Pode uma coisa dessas? Isto depois de dizer que a grande virada eleitoral dele foi a “Carta ao Povo Brasileiro” documento este que todos sabemos foi o que ele indicou que não mudaria nada dos princípios econômicos vigentes e implantados no governo FHC. Aliás até hoje os petistas de carteirinha dizem que aquilo era peça publicitária para os empresários e a imprensa pararem de atacá-lo, mas que nada daquilo se estabeleceria sobre o programa de governo eterno dos petistas. Quem viu sabe o que aconteceu até agora.

Amigos, comida boa e vinho

Quer combinação melhor? Acho que não tem. Na verdade tenho uma opinião meio politicamente incorreta mesmo. Muitos poderão rebater dizendo que no lugar de amigos deveria estar a familia. Sinceramente não acho. Não é que não goste da minha familia não. Até daqueles que tenho dificuldades de relacionamento gosto, mas a questão deve estar na situação que a relação familiar sempre é rodeada com a situação de obrigação. Podem falar que não mas é assim mesmo.

Tem até um ditado que diz que “amigos a gente escolhe, familia a gente recebe sem chance de escolher”.

Eu procuro converter minhas relações familiares em relações de amizade. Assim
mesmo sendo todos familiares com alguns terei mais profundidade e identidade e com outros menos. Importante é que sempre com respeito e admiração. Admiração é fundamental e sempre tem algo que podemos admirar em alguém.

Outro dia fomos eu e a Téia jantar no Friccò (do amigo Sauro) com a Ana (amiga antiga) e o Luiz (amigo novo). A situação não anda muito bem nas questões familiares e muito menos tenho perspectivas de melhorar logo porque decididamente não estou a fim de arredar pé das minhas opiniões, simplesmente porque acredito nelas. Nada pessoal. O que isso tem a ver? Tem a ver que pudemos conversar abertamente, nós contando sobre nossos problemas e eles sobre os deles, sem vergonha.

Dia seguinte mandei um e-mail para a Ana dizendo que além de estar satisfeito porque eles gostaram do lugar foi muito bom prá mim a conversa. Recebi de resposta que o que eu havia sentido e descrito no e-mail era o que ela havia sentido na volta para casa. Em resumo que era bom ter com quem conversar abertamente sem muitas restrições além daquelas que a educação nos indica é claro.

Sobre amigos é isso. Agora sobre a gastronomia, como sempre no Sauro a gente come e bebe bem. Teve Pene ao pesto de rúcula com beringela a parmegiana, spagueti com molho de frutos do mar, outro que não me lembro o recheio do molho mas tinha palmito e filé ao molho de vinho tinto com risoto de escarola, uma delícia daquelas de passar o pão no prato.

Bebemos 2 vinhos italianos de médio preço e, enfim foi muito bom.

Destaque a parte para o Luciano (o garçon mais antigo do Sauro). Ana e Luiz adoraram sua simpatia.