Innominato

No último dia 19 de julho fomos junto com um casal de amigos do Rio ao Innominato Osteria que fica na Rua Joinvile, 561 -Vila Mariana, próximo do Hotel Mercuri da 23 de maio. Fazia tempo que não ia lá no restaurante do Paulo, um cara simpático.Continua a boa comida de sempre, boas opções de vinhos bons a preços razoáveis, uma casa aconchegante que meus amigos gostaram. Vale uma dica: Os pratos “meia porção” servem 2 pessoas muito bem, a não ser que se trate de jovens devoradores e famintos ou quando se está com muita vontade de comer. Que dá para comer sozinho dá, mas é exagero.

Foi interessante notar como os hábitos mudam dependendo da geografia. Enquanto eu estava pensando em um vinho tinto, chileno, argentino ou uruguaio, mais ou menos encorpado os nossos amigos cariocas preferiram um espumante, mesmo sendo a noite. Faz algum tempo que comecei aprender a tomar vinhos brancos, teoricamente mais frescos, junto com a comida, mas mesmo assim me surpreendi no ínicio. Mas deu certo. Escolhemos um Proseco nacional do Vale dos Vinhedos chamado Do Lugar que acompanhou risoto de espinafre, pescadinha com talharine e molho de camarão, macarrão com molho de funghi e gnoche. Precisamos repetir a garrafa. Sai de lá satisfeito e volto logo lá prá comer um porpetoni.

É um lugar diferente do Friccò, onde tenho ido mais vezes por causa dos pratos do Sauro e do atendimento. São opções complementares. São Paulo é maravilhoso para se morar justamente por isso. Há várias opções disponíveis em todos os níveis e para todos os estilos. sempre abertos.

Parando para pensar um pouco…

Novamente me faltou tempo para escrever. Assunto tem de monte. Começo pela crise aérea. Hoje recebi um e-mail com a “frase da década”: O DESCASO EM CONGONHAS É CONSEQUÊNCIA DO FATO DE TERMOS UM PRESIDENTE QUE SEMPRE ESTEVE OCUPADO EM VIRA(R)-COPOS. Lapidar e emblemática.

Poucos se lembram mas a mais ou menos15 anos atrás, ainda no tempo do DAC, foi decidido que aeroportos centrais somente receberiam ponte aérea e vôos regionais. Era necessário modernizar o sistema deixando de usar os antigos Electras e estes aeroportos centrais não podiam receber Boeings (sic). Depois de muita briga foram deslocados para Cumbica (SP), Galeão(RJ) e Confins(MG) a maioria dos vôos das companhias da época, Varig, Vasp, Transbrasil e Tam. Alguns dias depois a Tam colcocou no ar anúncios oferecendo vôos para todos as capitais saindo de Congonhas, Santos Dumont e Pampulha. Como? Eram vôos regionais. Ex.: Saia de Congonhas e ia a Brasília passando por Uberlândia ou saindo de Ribeirão Preto, e assim ia. A Tam já usava os famosos Fokker 100, ditos pequenos, ágeis e econômicos. Não demorou muito para a Tam conseguir a maioria dos contratos de emprêsas pois a opção Congonhas era melhor. Assim começou esta situação. Até hoje a razão principal dos problemas continua a mesma, ou melhor as mesmas. Ganância sem limites, falta de posição adequada das autoridades, corrupção e tráfico de influência, muito marketing e algumas tragédias. Vai demorar para resolver.

Paralelamente, os projetos de transporte rápido entre aeroportos mais distantes e a capital nunca sairam do papel (falta interesse será?). O Rodoanel só tem pronto o trecho que menos faz falta. Não atende os caminhôes que querem ir a Santos e nem tão pouco os que tem como objetivo a Dutra e o resto do Pais. Uma das razões do sucesso de Congonhas é a dificuldade de moradores do Morumbi, Chácara Flora, Cotia, Panamby, Itaim, ALphaville e adjacências em chegar a Cumbica por causa da Marginal do Tiete. Mas até agora foi mais importante cuidar de uma aldeia de 12 indios e algumas pacas e tatus do que pensar grande nos outros 20.000.000 de habitantes da cidade. Como se vê vai demorar!!!!

Minha opinião pessoal: independente dos dados das caixas pretas e de possíveis falhas hmanas e mecânicas, foi um assassinato em massa, não premeditado mas sem dúvida com conciência por parte dos envolvidos, da possibilidade de vir a acontecer.

Enquanto isso continuo a viajar pois as contas continuam a chegar!

Mas não foi só isso de importante que ocorreu não. Na chácara as coisas vão indo bem. Colhemos uma parte do inhame e se os cheques não voltarem, vamos receber pelo inhame.

Daqui exatamente uma semana o Julio vai fazer 18 anos. É apenas uma data legal, mas é legal prá caramba! O cara vai ter direitos que ninguem poderá tirar. Espero que junto venha a conciência de que a vida já começou e ele ainda está curtindo a festa de apresentação. Espero também ter a oportunidade de comemorar. Uma champagne que seja, mas com vontade, com satisfação, com alegria. Parece estranho torcer para isso mas acabei de me frustar num aniversário. O(a) tal aniversariante não foi capaz de ligar para ninguem, marcar um café que fosse, um absurdo total. Sinceramente acho uma sacanagem isso. Parace que não precisa de ninguem e nem de nada para viver. Que coisa horrível! Eu era assim, depois aprendi com o tempo que se ser obsecado por aniversário é ruim, ser um toglodita avesso a pessoas também é. A gente vive correndo, as vezes passamos meses sem falar com um amigo. Nestes dias, a gente liga, convida para um café e… pronto, acontece, as alegrias aparecem, a descontração relaxa nossos músculos, a gente fica mais leve. Vai entender!

Vamos ver se na semana que vem tenho tempo para escrever mais um pouco

Lá na chácara

Este final de semana foi especialmente feliz na chácara. Há muito tempo não me sentia tão feliz lá. Fiz de tudo. Cuidei de assuntos sérios, falei com várias pessoas e de diversos tipos, descansei, ouvi música, deu tempo de ficar em paz com a Téia, tive imprevistos e fechei com uma tarde deliciosa com amigos. Deliciosa porque são pessoas muito legais, que gostam de passear neste tipo de lugar, se interessam, têm coisas para contar e comentar, enfim o tempo passa voando. A única coisa que não saiu como esperado foi não ter encontrado o Luiz e o encontro com o Adélcio e a Silvana no sábado. Eles não puderam vir. Mas isto tem um lado bom: Temos que ir lá novamente prá bater papo com els todos.

A nota gastronômica e enóloga ficou por conta da paella com a “turma da aninha”, quer dizer aqueles que conheci através dela, o Luiz, seus filhos, Mário e Sueli e a Lisa que veio sem o Manoel mas veio. A Téia fez casquinha de siri de entrada (todo mundo gostou) e da paella só sobraram as cascas dos camarões e as duas fotos que o Mário tirou no celular (antes e depois). Vinhos também foram bonos: Um Chablis ’98 clássico, elegante, com presença, Um chileno Los Vascos novo ’05 mas já bom de beber, com sabor e aromas agradáveis, um Bairrada português ’03 leve que encaixou bem com a casquinha e um Tempranillo ’00 bem adequado a paella, macio. Engaraçado foi ter que abrir as garrafas com aquele abridor vagabundo que tem lá.

Os amigos puderam levar a feirinha prá casa (coisa que não fazaíamos a muito tempo) e até o imprevisto aconteceu. De repente o Daniel aparece chorando. Caiu da rede e abriu o ferimento do joelho. Pronto, lá sai corendo a Ana e o Luiz com ele no carro prá trazer no hospital aqui em São Paulo. Tadinho, sofreu mas mau sabe ele que colaborou com o enredo do encontro.

Caros amigos valeu mesmo. obrigado de montão pelo belo domingo. E olha que eu não saia de lá tão tarde a mais de 5 anos!

Já vejo a luz (será o fim do túnel?)

Esta fase me está fazendo chegar ao limite como nos tempos de muitos projetos da C&A. Esta noite depois de muito tempo passei a noite resolvendo projeto enquanto dormia. Sonhei tudo, que estava falando com a Maria, explicando os desenhos, conversando por telefone com o Everaldo, fazendo novos estudos, enfim estava trabalhando. Não acho ruim não. Se é por pouco tempo tudo bem. Sexta feira que vem, nem que seja por decreto as coisas terão que estar melhor pois vence a data de entrega dos projetos da C&A, os estudos da Canal estarão nas mãos do Everaldo desde 2a. e os projetos do IBI com os executivos prontos. Será hora de por a casa em ordem. O Zani tem me ajudado bem desta vez, diferente das outras vezes que passei trabalho para ele fazer em casa.

Ontem também tivemos uma reunião com os vizinhos que não querem vender os imóveis e combinamos de mandar um texto em comum. Devo escrever e submeter aos demais antes de enviar. Na volta para casa com o Toninho e o João encontramos o Orlando Filomeno. Quando me perguntou o resultado da reunião, fui na lata. Ele não gostou e acabou assumindo que está muito interessado em vender o dele porque afinal tem menos área construída do que terreno. Tem o direito de fazer o que achar melhor para ele mas não pode falar uma coisa hoje e outra amanhã. Ele fez isso e não gostei.

Sábado vou prá chácara, termino de resolver os assuntos contábeis com o contador, vejo como vai a colheita que parece estar indo bem, vou tentar encontrar o Jorginho pessoalmente e bater papo com o Adélcio e a Silvana. Quem sabe encontro o cara que comprou o sítio da minha prima.

Hoje passei uns endereços eletrônicos pro Julio pesquisar cursos nas universidades públicas em SP e ele está começando a entender o que eu falo. Parece repetição da situação com o Pedro. Ou eu sou muito burro ou eles são muito teimosos. Acho que o pior é que pode ser os dois. Ai ferrou!!!!

Prá chegar lá e as coisas terminarem bem acho que vou voltar a trabalhar um pouco mais. Já tem mais um levantamento pronto para fazer estudo de layout prá Canal.