30 anos depois…

Ontem aconteceu o encontro de colegas de colegas da Belas Artes. 30 anos de formatura!

Havia amigos da 1a. e da 2a. turma. Como sempre é muito legal rever os amigos (os que apareceram por lá é claro). Sempre aparecem fotos antigas, brincadeiras, lembranças e o mais importante que é um sentimento de amizade diferente. Amizades desta fase são ingênuas, profundas. Marcaram uma das melhores fases da vida, fase em que os sonhos e as fantasias que nos levaram até onde chegamos se criaram e tomaram forma. Felizmente no caso da nossa turma os encontros acontecem e têm bom astral.

Felicidades a todos e que nos encontremos muito mais vezes ainda!

BA 25 anos – Precisamos nos encontrar

Praticamente chegamos ao meio do ano e isso quer dizer que completarei 25 anos de formado. Talvez a BA não tenha sido a escola mais importante na minha vida mas é a que me deixou “amigos para sempre”.

Pessoas com quem convivo quase semanalmente e outros que vejo de vez em quando mas com as quais a relação é forte porque estivemos juntos e convivemos intensamente no momento em que definimos nossas vidas.

A Ana tem me cutucado e eu confesso que por causa do desânimo pessoal não tenho dado seqüência ao assunto mas hoje à noite na casa dela vou acertar como nos reuniremos e tocar para frente.

É impossível esquecer dos 4 primeiros anos nas Escolas Agrupadas de
Cidade Patriarca (municipal).

De lá lembro do Sr. Ariosto (2o. ano) e
do Danielle (menino que tinha que carregar um nome que aqui é de
menina), das gravatas indicando o ano em que estávamos, do hasteamento
da bandeira e claro do troféu de 1o. aluno da classe e 2o. aluno de
todas as séries. A formatura foi no Cine São Geraldo na Vila Matilde e
eu usei um terno de gabardine cor di vinho.

Depois o exame de
adminissão, quando Vitor (Elvis), que nem me conhecia, pediu cola
(claro que eu não dei) e a vaga no Ginásio Estadual Prof. Augusto
Baillot.

Como esquecer dos amigos. Ari que infelizmente morreu em ’73 com seus cadernos lindos e orgamizados,
Paolo, Vitor (Ah1 os cafés da tarde na casa dele com Ovomaltine, bolos e quetais), Juquinha, Edélcio, Malatesta (sempre criando encrenca) que vim a encontrar no SENAI
em ’83, Silvia (alta, morena e bonita), as aulas de Educação Física com futebol antes e depois no campo da igreja e os professores Abilio
(geografia e que me mostrou a revista Veja e o Jornal da Tarde), Mário(desenho), Irineu (matemática), do professor de
francês (infelizmente me esqueci o nome, era ex-seminarista,
humanista e com grande cultura e sabedoria) e das professoras de
biologia, quimica e física. Não posso deixar de mencionar a Prof. Eufrasênia de português, de alguma forma alterada, meio louca mesmo mas que me fez aprender como ninguém nossa língua.

Passada esta fase, novo exame, agora o “vestibulinho” para o Liceu de Artes e Ofícios, que fiz com o Vitor e o Paolo e onde conheci o Reinaldo Mariano, o Carlos Lobgatti, o Marcelo Oka, o Célio e os professores Almeida (desenho e projeto de arquiteura), Nicola (topografia), Eunice (história), Bluma (quimica), Nelson Utida (Geometria Descritiva) e o principal deles o Franco (desenho de estrutura) que além de virar meu chefe na Duratex e me levar para trabalhar com a Maria Franco no escritório deles para participar do concurso da Terrafoto me deu, durante o tempo que convivemos, ao menos uma aula de bom senso por dia, sempre calmo e repleto de sabedoria. Nao fosse ele eu talvez não seria arquiteto pois ele me convenceu a fazer o vestibular para estudar a noite na BA. Para me contratar na Duratex teve que se responsabilizar pessoalmente pois eu não era maior de idade. Nunca esquecerei!

Ai sim veio a BA onde além da Ana, da Geli e do Reinaldo, Enrique, Nicolau e Rogério Amorim (meu grupo) conheci: Cláudio, Fatima, Kyioko, Celso, Runaldo, Samuel, Pedro, Fernando, Cida, Yopanan, Mel, Bergamim, Caron, Puntoni e tantas outras pessoas legais e importantes na minha vida. Tem gente que só vejo nos encontros mas é como se tivessemos nos visto ontem. Muto legal!