Aposentado!

No último dia 31/10/2016 fui ao INSS para pedir minha aposentadoria por tempo de contribuição. Pelas minhas contas contribuí por 39 anos. Na conta do INSS foram “apenas” 35 anos porque sumiram do sistema deles os anos de 2003 a 2006. Sem lógica nenhuma porque tive a empresa de 1989 a 2016. Se, por acaso tivesse deixado de contribuir neste período então a empresa estaria devendo ao INSS. De qualquer forma com os 35 anos registrados, e como tenho 56 anos de idade pude me aposentar. Claro que com a incidência do fator previdenciário.

Mais uma etapa vencida. Este é o sentimento. Nunca esperei nada da Previdência. Contribuí todos estes anos por força da Lei. O sentimento de estar jogando dinheiro fora foi sempre muito forte por conta da má utilização dos recursos, da incompetência, do apadrinhamento de funcionários, do paternalismo reinante e, claro, da corrupção. Antes do final do ano devo dar baixa no meu registro profissional do CAU. Assim não terei que pagar a taxa de anuidade a partir do ano que vem. Serei sempre arquiteto e para vender ideias e conceitos não preciso de autorização de ninguém. O que não poderei mais ser é responsável por projetos ou obras. Isto não me faz mais falta.

Daqui para frente a tendência é esta. Diminuir cada vez mais meu trabalho braçal com esta área e usar meu tempo em atividades ligadas à produção rural, projetos de modernização das relações de trabalhol, ajuda aos mais necessitados e curtir a vida, dentro dos padrões que posso.

Em resumo, estou muito feliz e satisfeito. A verdadeira aposentadoria, no meu caso já havia se dado quando meus filhos se resolveram e passaram a tomar conta das suas próprias vidas. Dando muito orgulho a nós, diga-se de passagem.

BREXIT

Na última 6a. feira, 24/06 acordamos com a notícia da vitória do Brexit, como ficou conhecido o referendo que propunha que o Reino Unido saísse da União Europeia. Na verdade até hoje o Reino Unido nunca esteve totalmente na UE. Do meu ponto de vista foi uma decisão lamentável e que vai custar caro ao Reino Unido e ao mundo ocidental como um todo.

Li nos jornais que os jovens queriam majoritariamente ficar e os mais velhos quiseram sair. Estranho esta situação porque estes “mais velhos, com mais de 50 anos” são, na maioria, filhos de quem viveu e sofreu na 2a. Guerra Mundial, como eu. Lembrei do meu Pai, nas muitas discussões que tive com ele. Sobre a Inglaterra ele, provavelmente em função das lembranças da Guerra, dizia que a Inglaterra não passava de uma Ilha de pescadores. Eu sempre discordava e mostrava as grandes conquistas e conhecimento que os ingleses fizeram ao longo da história. Pois bem, na 6a. feira senti que o Reino Unido agiu pensando pequeno, míope, olhando apenas para o umbigo e acreditando que se pode viver melhor sozinho, neste mundo de hoje. Palavras que justificaram esta opção: autonomia, capacidade de fazer as leis que quiser, controle, imigração, enfim formas de pensar ultrapassadas e que não levarão a bons resultados.

As declarações dos jovens que li nos jornais me impressionaram, em particular uma em que um jovem dizia: “Quem fez isso não viverá para ver o mal que fez às gerações futuras”. Fiquei pensando: Este jovem é capaz de enxergar mais longe e consegue pensar de maneira muito mais ampla do que os mais velhos. Ele está certo. Os mais velhos foram irresponsáveis e covardes. Preferiram se esconder do que continuar a boa luta. Argumentam que a UE não surgiu para que países como a Inglaterra, ou o Reino Unido tivessem que dar conta dos problemas de países que não alcançaram este estágio.

Errado! Foi exatamente para isso que a UE foi concebida e foi por conta destas diferenças que aconteceram as grandes guerras. As grandes economias da Europa ou do mundo, quando “ajudam” os mais pobres não estão dando nada de graça porque parte importante de sua riqueza futura virá justamente destes “hoje” mais pobres. Ou será que eles pensam que conseguiram mais e melhores mercados sozinhos.

Os mais velhos do Reino Unido, com desculpa do trocadilho, “acham que têm o Rei na barriga”. A Escócia e a Irlanda que não têm o “Rei na barriga” votaram para continuar na UE. Os jovens estão revoltados porque queriam liberdade de escolha, de ir e vir, de conhecer gente diferente, de ser diferente sem ter que deixar de ser inglês, enfim porque querem viver, ser felizes e poder sonhar. Quando se fecham as portas os sonhos se tornam mais difíceis de serem concretizados.

 

Prêmio “Prazeres da Mesa” 2016

Recebemos com surpresa e felicidade a notícia que fomos indicados para participar do Prêmio “Prazeres da Mesa” 2016, na categoria “Artesão da Gastronomia”. Passamos pela 1a. fase onde a votação é fechada aos profissionais do setor. Agora vamos para a fase final onde a votação é feita pela Internet aberta ao público.

Vamos ver o que vai dar!

Sobre o momento que passamos…

Tenho reparado que todos do meu círculo de amigos estamos em fase de transição e, por mais que tenhamos tentado nos preparar, este momento tem sido difícil, para uns mais e para outros menos. Em geral depende do projeto de vida anterior e dos anseios futuros para que esta dificuldade seja maior ou menor.

Parece que aqueles que optaram por uma vida empreendedora têm mais dificuldades em decidir parar de agir. Parar de trabalhar parece mais fácil na teoria do que na prática mas é viável. Parar de agir já é outra situação. A maioria “topa” parar com as atividades que até agora foram responsáveis pela vida profissional e por fazer patrimônio e base de segurança financeira mas não “aceita” muito bem escolher como razão de vida para a próxima fase algo que não seja de alguma forma um novo empreendimento, mesmo que não signifique renda financeira. Tem que ter o sabor do desafio, do contrário não serve!

Tem sido um agradável, embora as vezes sofrido, aprendizado conversar sobre este tema com minha esposa, meu irmão, os filhos e os amigos mais próximos.

Ainda sobre o “Levain” feito de abacaxi

A experiência com o novo levain ainda não acabou. Fiz o fermento com farinha integral e depois resolvi manter 2 fermentos sendo 1 com farinha integral e outro com farinha comum. Não sei porque mas o fermento com farinha comum não sobrevive. Resolvi agora fazer um novo a partir do zero com farinha branca.

O fermento com farinha integral está bom e foi unânime a opinião de que o pão feito com este novo levain (de abacaxi) é mais leve, mais gostoso e com sabor menos acentuado do que o anterior (de batata).

Só dá para esperar….

Há momentos em que o melhor é ficar quieto, esperar passar e torcer para que quando as coisas clarearem vejamos bons sinais. Pois é assim mesmo que estamos por ora.

O clima resolveu nos pregar uma peça. Esfriou muito mais do que deveria e muito mais precocemente. Conclusão: Pés carregados de pimenta e não temos pimenta para entregar. Pior é a agonia de ter que tratar com cuidado até que amadureçam para que não entre nehuma praga e faça com que percamos as pimentas (lindas por sinal) que estão lá.

No outro lado, um volume razoável de trabalho, que ocupa mais do que o tempo disponível, porém ainda insuficiente para tranquilizar o fluxo financeiro e com ritmo irregular por causa das indefinições dos clientes.

Como esperar não é ficar dormindo, vamos fazendo algo para melhorar. Assim estamos reformando o telhado da sala da chácara para poder demolir a laje e deixar os raios do sol penetrarem. Vai ficar muito bom e bem mais saudável.

Europa 2010 – Post 4 – Norcia e chegada na Umbria

1o. dia – 16/05/2010 – O GPS mais uma vez aprontou e me levou de Campobasso a L’Aquila pela estrada costeira do Mar Adriatico. Eu queria ter ido por dentro. Acho que preciso aprender como usar melhor este bicho! A um certo ponto comecei a seguir placas e fiz um caminho meio termo. Quando começamos a passar pelo meio da Italia ficou bem mais dificil de dirigir por causa das curvas mas muito mais interessante. A paisagem é bem mais divertida.

A regiao do Molise onde fica Campobasso e Vinchiaturo é composta de montanhas e vales. Ja em Abruzzo estas montanhas e vales se tornam muito mais ingremes. A Paisagem muitas vezes lembra locais connhecidos nossos.

Em L’Aquila deu para ver o tamanho do estrago do terremoto. Nao foi a cidade inteira como apareceu na TV mas foi grande. Pegou a maior parte da cidade antiga medieval. Fotografamos o Duomo quase todo restaurado. Impressiona a tecnologia construtiva deles para lidar com estes prédios historicos. Na cidade nao fotografamos nada porque a maior parte da area esta fechada e, sinceramente, nao é animador fotografar tragédia. Pedimos informaçao para um morador de como chegar a Norcia pela estrada interna (para nao acontecer de novo do GPS decidir o que fazemos) e ele nos indicou tudo certinho passando por Amatrice, o local de onde vem a “Pasta alla Amatriciana”. De cara descobrimos que existem 2 tipos de molho: O branco e o vermelho. O vermelho é o conhecido com molho de tomate, ovos e quetais. O branco é muito parecido com o que aprendemos com o Sauro, ou seja: azeite, toucinho torrado e queijo pecorino com pimenta do reino por cima. Este caminho foi muito legal e estavamos bem perto de Norcia.

O hotel em Norcia é bem diferente, um castelo que foi reconstruido e esta funcionando a 5 anos. O dono Alessandro, uma figura! A noite fomos conhecer a cidade medieval, ainda murada e completamente intacta e com vida comum. Impressionante. Como estava frio (continua) nao esperamos os restaurante abrir. Compramos queijos, embutidos tipicos daqui, pao e uma garrafa de vinho e fomos ao hotel.

2o. dia – 17/05/2010 – Depois da “colazzione” fomos embora. Passamos por Casteluccio (Viu Denise!), Preci, Spoleto e enfim chegamos a Foligno.

A viagem nesta estrada entre montanhas ingremes, com picos nevados e muito frio em contraste com vales grandes e com temperatura mais alta foi uma vivencia interessante. Passeamos em vilas medievais pequenas e grandes.

Hoje é sexta feira. Vamos relaxar!

Hoje é sexta feira!

Sempre achei uma grande bobeira este negócio de que a sexta feira é melhor porque quando você sai do escritório relaxa porque não tem que acordar cedo amnhã, terá um final de semana de folga e por aí vai. Só que as vezes só na sexta e no sábado é que você consegue reunir os amigos, alguns shows só rolam nestes dias e afinal não dá para ir contra a maré.

Sendo assim hoje vamos relaxar porque é sexta feira, ir ao bar do Omar (com sua gaita e os seus amigos que compôe o trio) ouvir boa música com amigos e com o Julio (grata surpresa), beber uma boa caipirinha, comer os gostosos pasteizinhos e voltar prá casa e ter um bom sono.

Amanhã? Bem amanhã vou travalhar o dia inteiro. Isso não faz diferença nenhuma.

Quero crer que a Lisa não dará furo. Ela confirmou. Talvez a Ana traga seus filhos também. Será bem divertido, espero.

Hoje abri mais uma categoria. “escritos”. Nesta categoria vou registrar alguma coisa, ou muita coisa quem sabe, que escrevi durante estes anos passados. Quer saber mais? veja a continuação!

A maioria foi em 1982, o ano que mudou minha vida. Descobri isso no final de semana no sítio, depois da semana que a Téia estava em Campo Grande. É que naquela semana ela me deixou uns textos desabafos dela prá eu ler e foi bom. Depois resolvi pegar minha pasta de recordações e fui ver o que escrevi. Meu objetivo era encontrar o que eu havia escrito para ela quando namorávamos e no começo do casamento. Isso eu ainda não achei. Mas pude ver o quanto tem de coisa escrita no ano de 1982. Foi na época que eu saia com o Runaldo, ficávamos até tarde da madrugada nos bares e sempre sozinhos, sobrando mesmo. Como a gente não era viado, era coisa de amigo mesmo, rolava um monte de observações sobre as situações que presenciavámos e, claro sempre relacionada sentimentalmente com nossa fase, afinal estávamos a caça e só!

Paralelamente era o momento em que eu estava realmente procurando uma definição sobre meu futuro. Não percebia mas havia decidido mudar minha vida ou encaminhá-la definitivamente. Como isso é claro hoje. Que rico aquele momento.

Muita emoção está nos escritos. Muita baboseira se olharmos com olhos de alguém com 47 anos mas se olharmos com olhos e um adolescente de 22 anos, descobrindo o mundo e suas possibilidades, aprendendo as limitações pessoais e principalmente sociais tem coisa boa lá. Por isso resolvi registrar aqui. Papel envelhece mais que bits.

Não será nada rápido pois quero reler primeiro e fazer uma seleção. Talvez até reescreva algo mas se isso acontecer indicarei que foi reescrito porque senão perde o valor.

É isso aí.

Parando para pensar um pouco…

Novamente me faltou tempo para escrever. Assunto tem de monte. Começo pela crise aérea. Hoje recebi um e-mail com a “frase da década”: O DESCASO EM CONGONHAS É CONSEQUÊNCIA DO FATO DE TERMOS UM PRESIDENTE QUE SEMPRE ESTEVE OCUPADO EM VIRA(R)-COPOS. Lapidar e emblemática.

Poucos se lembram mas a mais ou menos15 anos atrás, ainda no tempo do DAC, foi decidido que aeroportos centrais somente receberiam ponte aérea e vôos regionais. Era necessário modernizar o sistema deixando de usar os antigos Electras e estes aeroportos centrais não podiam receber Boeings (sic). Depois de muita briga foram deslocados para Cumbica (SP), Galeão(RJ) e Confins(MG) a maioria dos vôos das companhias da época, Varig, Vasp, Transbrasil e Tam. Alguns dias depois a Tam colcocou no ar anúncios oferecendo vôos para todos as capitais saindo de Congonhas, Santos Dumont e Pampulha. Como? Eram vôos regionais. Ex.: Saia de Congonhas e ia a Brasília passando por Uberlândia ou saindo de Ribeirão Preto, e assim ia. A Tam já usava os famosos Fokker 100, ditos pequenos, ágeis e econômicos. Não demorou muito para a Tam conseguir a maioria dos contratos de emprêsas pois a opção Congonhas era melhor. Assim começou esta situação. Até hoje a razão principal dos problemas continua a mesma, ou melhor as mesmas. Ganância sem limites, falta de posição adequada das autoridades, corrupção e tráfico de influência, muito marketing e algumas tragédias. Vai demorar para resolver.

Paralelamente, os projetos de transporte rápido entre aeroportos mais distantes e a capital nunca sairam do papel (falta interesse será?). O Rodoanel só tem pronto o trecho que menos faz falta. Não atende os caminhôes que querem ir a Santos e nem tão pouco os que tem como objetivo a Dutra e o resto do Pais. Uma das razões do sucesso de Congonhas é a dificuldade de moradores do Morumbi, Chácara Flora, Cotia, Panamby, Itaim, ALphaville e adjacências em chegar a Cumbica por causa da Marginal do Tiete. Mas até agora foi mais importante cuidar de uma aldeia de 12 indios e algumas pacas e tatus do que pensar grande nos outros 20.000.000 de habitantes da cidade. Como se vê vai demorar!!!!

Minha opinião pessoal: independente dos dados das caixas pretas e de possíveis falhas hmanas e mecânicas, foi um assassinato em massa, não premeditado mas sem dúvida com conciência por parte dos envolvidos, da possibilidade de vir a acontecer.

Enquanto isso continuo a viajar pois as contas continuam a chegar!

Mas não foi só isso de importante que ocorreu não. Na chácara as coisas vão indo bem. Colhemos uma parte do inhame e se os cheques não voltarem, vamos receber pelo inhame.

Daqui exatamente uma semana o Julio vai fazer 18 anos. É apenas uma data legal, mas é legal prá caramba! O cara vai ter direitos que ninguem poderá tirar. Espero que junto venha a conciência de que a vida já começou e ele ainda está curtindo a festa de apresentação. Espero também ter a oportunidade de comemorar. Uma champagne que seja, mas com vontade, com satisfação, com alegria. Parece estranho torcer para isso mas acabei de me frustar num aniversário. O(a) tal aniversariante não foi capaz de ligar para ninguem, marcar um café que fosse, um absurdo total. Sinceramente acho uma sacanagem isso. Parace que não precisa de ninguem e nem de nada para viver. Que coisa horrível! Eu era assim, depois aprendi com o tempo que se ser obsecado por aniversário é ruim, ser um toglodita avesso a pessoas também é. A gente vive correndo, as vezes passamos meses sem falar com um amigo. Nestes dias, a gente liga, convida para um café e… pronto, acontece, as alegrias aparecem, a descontração relaxa nossos músculos, a gente fica mais leve. Vai entender!

Vamos ver se na semana que vem tenho tempo para escrever mais um pouco